"Saiu para comprar cigarros
e não voltou.
Foi quando quis demais
que o percebeu,
voltar p’ra que
se não estava feliz...
O que deixou de pior
foram as saudades,
assim que fechou a porta
de casa ele percebeu
que ele não traria os cigarros...
A nicotina estava-lhe faltando na alma...
E o tempo passava
e nada dos cigarros...
Nunca entendeu de verdade o abandono.
Ainda espera aquela dose de nicotina
que ele vem trazer...
Vive na mentira dos fatos,
mantém-se fumando
só para deixar impregnado
o cheiro de fumaça nas cortinas
e lembrar-se dele...
Tem para si que voltará um dia
(É nicotina...).
Voltará de rosto tranqüilo,
como se nada tivesse acontecido,
trazendo os cigarros na mão
e um sorriso no rosto,
de matar saudades,
e levarão a vida sem lembrar
que nada aconteceu,
foi tudo besteira, fumaça...
Saiu para comprar cigarros
e não voltou nunca mais..."
Renato Mendes
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