quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Para Ilustrar
terça-feira, 5 de julho de 2011
Gritando...
Se tu em santa harmonia, me sorri tão delicadasei que logra o gozo da minha alma atormentada
vá-te logo a derredor, levanta tua sina poeira
Rasga teu véu sem dó, de ti não sobre centelha
Esvai pensamento hediondo, trespassa a realidade
amarga o fim do pensar e não reste nem saudade
ludibria o dorso oneroso da divina cova eterna
Amotina, deixa-me só, essa me é sina sem rédea
domingo, 20 de março de 2011
Criatura

Sinto o seco seguinte, sobrevivente enfim
escuto cauteloso a amargura pintada
mais um algurio, vinde entao amada
solta o dorso da estátua dedicada e carmim,
vespeiro, irritado impetuoso imperdoavel
litanico, calado obstante nefando
e carmim ainda andante caminhando
visto que ódio é posse do antigo inefável
enfim conturbado lamentoso assim
feito de dualidade vivente
declarado assim existente
vês que agora te revelo dois de mim...
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Anjos, ACORDEM!!!!
sábado, 27 de novembro de 2010
Um ponto oito
Dentro do meu carro
A estabilidade
Me faz acreditar
Que está tudo bem
Tudo em seu lugar
E logo me esqueço
Tudo tem seu preço
Aumento a velocidade
E atravesso a cidade
Sem pensar
Sem pensar
Sem pensar
Em mais ninguém
A não ser em quem gosta de mim
Me esqueci numa curva que fiz
Tão veloz que o amor
Não morreu por um triz
Não morreu por um triz
Mas naquela estrada
Naquela madrugada
Acho que matei alguém
E no mesmo instante
Morri um pouco também
Fui até ao rapaz
Que ainda vivia
E vendo ele morrer
Sem saber o que fazer
Segurei sua mão fria
Vi que era pobre
Moço sem instrução
Cheirava a pinga barata
Uma aliança no dedo
Talvez fosse um ladrão
Ajoelhei-me ao seu lado
Me disse o atropelado:
Fiquei com a pior parte
De tudo o que é chamado
Civilização
Devolva este anel
Pra dona daquele bordel
Foi lá que eu roubei
Diga pro dono do bar
Que minha conta encerrei
Silenciou de repente
Gemeu como um cão
E sobre o asfalto quente
Seu sangue escorreu suavemente
Todo pelo chão
Olhei a cidade
Olhei pro meu carro
Voltei a correr
Pensei em fugir
Quis não mais viver
Quis não mais viver
Com mais ninguém
A não ser com quem gosta de mim
Me esqueci numa curva que fiz
Tão veloz que o amor
Não morreu por um triz
Não morreu por um triz
Olhei pro meu carro
Voltei a correr
Pensei em fugir
Quis não mais viver
Quis não mais viver
Quis não mais viver
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Palavra de tigre!

"
Assim disse o tigre listrado
Amo muito!
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Averso

E eles gritarão aos quatro ventos, sentimentos, sentimentos!
eles clamarão seus sentimentos, aos quatro ventos, quatro ventos!
eles dirão sobre suas manias, teceram prosódias sobre sua beleza
sofrerao com a incerteza de um ser o escolhido e nao o desejado em si.
Tolos todos eles, presos a quimera insana e insensata,
litanicos em suas bravatas,imersos em suas lacívias,
e um dia olharão para
a estrada se perguntando porque?
e eu rindo la sentado, observando atento e debochado dizendo:
Fizeram por merecer!
